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Nova publicação da CJS-Roma Tre: Os Outros (d)e José Saramago (RomaTre-Press, 2025)

O volume Os Outros (d)e José Saramago (Roma: RomaTre-Press, 2025) foi publicado no passado mês de dezembro de 2025 pela Cátedra José Saramago da Universidade Roma Tre, uma das cátedras dedicadas a José Saramago membro da rede Jangada. A obra é parte da coleção “Xenia. Studi Linguistici, Letterari e Interculturali”, do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas Estrangeiras da mesma universidade.

Ao longo das suas 457 páginas, neste livro podemos encontrar alguns dos estudos fruto do colóquio internacional homónimo, “Os Outros (d)e José Saramago“, realizado entre 12 e 14 de dezembro de 2022 e organizado pela CJS romana. Este colóquio foi quarto encontro do ciclo de Conferências Itinerantes das Cátedras Saramago na Europa (Barcelona – Sófia – Vigo – Roma), com que as cátedras José Saramago da Universidade Autònoma de Barcelona, da Universidade “Sveti Kliment Ohridski” de Sófia, da Universidade de Vigo e da Universidade Roma Tre quisemos celebrar em 2022 o Centenário do nascimento do Nobel português, como parte do amplo programa de iniciativas promovido ao longo desse ano por ocasião da referida efeméride.

Como explica no texto de apresentação o organizador da obra e diretor da CJS de Roma Tre, Giorgio de Marchis, o colóquio “Os Outros (d)e José Saramago” levou-se a cabo sob a premissa de investigar o diálogo fecundo e constante entre romancista português e escritores e artistas não só portugueses e não só contemporâneos. Partiu-se da ideia de que a intertextualidade é, sem dúvida, um elemento privilegiado para aceder à obra de José Saramago, e os vinte e nove ensaios reunidos na publicação resultante deste encontro mapeiam, sob diferentes pontos de vista, a vasta rede literária e artística de Saramago, valorizando a apropriação ativa da tradição literária que caracteriza originalmente a escrita deste extraordinário autor. Tal como afirma de Marchis, a «experiência de trinta anos como tradutor, a longa atividade editorial, a produção de ensaios e resenhas críticas, as referências mais ou menos explícitas a outros autores presentes nas suas obras mas também o interesse, várias vezes expresso por Saramago, pela arte, pelo cinema e pela música, assim como a reelaboração operística e cinematográfica dos  seus  romances  e  a  “sobrevida”» do próprio Saramago contribuem, de  facto, para colocar o nosso autor no centro dessa rede.

A obra está disponível em acesso aberto, e pode ser consultado ou descarregado na íntegra nesta ligação.

Deixamos a seguir o índice de conteúdos:

  • O sinal de uma pessoa (Giorgio de Marchis)
  •  José Saramago ou a literatura como interpelação do outro (Carlos Reis)
  •  José Saramago: ecos de uma língua única na sua multiplicidade ( Sonia Netto Salomão)
  •  Tertúlia narrativa: José Saramago, Almeida Garrett e Machado de Assis (Sara Grunhagen)
  •  No labirinto das identidades Ecos de Borges/ecos de Eco em Todos os nomes (Ettore Finazzi-Agrò)
  •  «Um fluxo ininterrupto»: o discurso engenhoso de José Saramago (Simone Celani)
  •  José Saramago e Dante Alighieri: um fragmento de história no labirinto da memória (Matheus Silva Vieira)
  •  A Influência de Padre António Vieira nos Romances de José Saramago (Maria Irene da Fonseca e Sá)
  •  A improvável irmandade da memória: José Saramago e Teixeira de Pascoaes (José Vieira)
  •  O papel de Pessoa em O Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago (Eleonora Rimolo)
  •  Intertextos literários e históricos em O Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago (Rosa Branca Figueiredo)
  •  Miguel de Unamuno entre Pessoa e Saramago: O ano da morte de Ricardo Reis é 1936 (Ana Clara Magalhães de Medeiros)
  •  Camões e Saramago: Que Farei com Este Livro? (Carlos Nogueira)
  •  Intertextualidade e provérbios nos dois primeiros textos dramáticos de José Saramago (Mário José Silva Meleiro)
  •  «Nunca em Portugal se escreveu um livro assim» : Saramago e os caminhos que vão dar a Camões (Matteo Rei)
  •  Que farei com este livro? Camões de Saramago (Elsa Rita dos Santos)
  •  A outra árvore de Saramago: génese literária e autointerpretação retrospetiva (Orlando Grossegesse)
  •  Terra do Pecado (A Viúva), terra do (sobre) natural: uma proposta preliminar de leitura (Antonio Augusto Nery)
  •  A morte intermitente ou o problema de se apaixonar nas férias (Enrico Martines)
  •  Cair fora do mundo. Peste e distopia em Ensaio sobre a Cegueira (Giuseppe Episcopo)
  •  Em que crê quem não crê? Possível paralelismo entre Saramago e Kazantzakis (Maria Caterina Pincherle)
  • «Quem retrata, a si mesmo retrata»: a metamorfose da arte e da existência em Manual de pintura e caligrafia (Luigia De Crescenzo)
  •  José Saramago e Ernesto Sabato entre amizade e cegueira (Camilla Cattarulla)
  •  O tema do duplo em José Saramago e Mário de Sá-Carneiro (Barbara Gori)
  • «Escreva-me, […] na qualidade – se não de Amigo, de Poeta, de Crítico – de BUROCRATA descontente de o ser». José Saramago na correspondência com José Rodrigues Miguéis (1959-1971) (Orietta Abbati)
  •  A metáfora em José Saramago: diálogos com Eça de Queirós (Maria Serena Felici)
  •  O hipotexto de Duby em Memorial do Convento (Mauro Cavaliere)
  •  Memorial do Convento: a alteridade neorrealista no romance histórico de José Saramago (Edvaldo A. Bergamo)
  •  Por trás do manto diáfano da fantasia: o arquivo de Memorial do Convento (Daniel Vecchio Alves)
  • Viagem do Elefante di José Saramago: indagine sulle dinamiche di riscrittura e sull’intertestualità con la letteratura odeporica portoghese (Mariagrazia Russo)

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